PEDAGOGIA INTERETNICA
(RACISMO)
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Desde implementada a lei 10.639, e posterior reformulação
na lei 11.645, universidades, escolas e movimentos sociais buscam alternativas
e novas práticas pedagógicas para sua implementação.
Dirimam respostas de melhor obter sucesso na elaboração
de material didático, como dizem, contemple os diversos falares
brasileiros.Entretanto, não se deve omitir que a história
da pedagogia e suas práticas nunca contemplaram os africanos no
Brasil. Na elaboração dos diversos materiais, os quais vêm
a meu conhecimento, noto a falta de concepções afrocentradas.
Não nego, contudo, as contribuições e propostas para
a formação de uma educação crítica
realizada por educadoras e educadores discordantes da educação
privilegiada aos valores eurocêntricos.
Mister ressaltar que desde a década de 80 do século passado
além de mim outros educadores e educadoras na Bahia voltaram as
suas preocupações para um ensino direcionado a África,
necessário a formação do nosso povo, a saber: Ana
Célia, Valdina Pinto, Arany Santana, Jorge Conceição,
Manoel Almeida e entre outros.Entre os poucos evento e palestras, foi
ministrado um curso no CEAO (Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade
Federal da Bahia) em 1986 que ampliou a visão dos conhecimentos
acerca do continente africano, sendo um dos professores, ministrando a
matéria geografia da África, Jorge Conceição,
nome que não deve ser esquecido na história da militância
preta no Brasil quando trabalharmos os estudos africanos e propostas alimentares
necessários ao reencontro da ancestralidade.
Há um desconhecimento ou omissão da história recente
do Movimento Negro Brasileiro acerca de diversas conquistas das décadas
de 80 e 90 do século XX, especialmente no que concerne a propostas
educacionais, decisórias na transformação do agir
da sociedade brasileira e resultou em um movimento negro mais consistente
e aguerrido. Hoje as propostas educacionais são a continuidade
de discussões e trabalhos feitos por mulheres e homens pretos que
enfrentaram a academia de valores europeus afirmando que a educação
era excludente e racista, entre esses nomes se destacam o de Manoel de
Almeida Cruz e de Ana Célia Silva, a qual na minha concepção,
é uma das maiores intelectuais que marcou e marca a história
da educação nesse país.
Na resistência de elaboração de propostas educacionais
a contribuição de um amigo já falecido que ousou
discutir uma nova fórmula pedagógica, deve ser sempre relembrada:
Manoel de Almeida Cruz. Publicou em 1989, ALTERNATIVAS PARA COMBATER O
RACISMO SEGUNDO A PEDAGOGIA INTERÉTNICA.Manoel elaborou um projeto
de pedagogia que deve ser discutido e lembrado por educadores e militantes
pretos mais jovens, uma proposta revolucionária para a época
e nos traz ainda hoje reflexões, apesar de falhar em não
ter uma dinâmica afrocentrada, foi um marco feito há 19 anos.
Autor: Walter Passos.
Teólogo, Historiador
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