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As comunidades remanescentes de quilombos possuem
dimensões sociais, políticas e culturais significativas,
com particularidades no contexto geográfico brasileiro, tanto no
que diz respeito à localização, quanto à origem.
É preciso ressaltar e valorizar as especificidades de cada área
de remanescente, quando do planejamento e execução de ações
voltadas para o desenvolvimento sustentável das mesmas.
Levantamento feito pela Fundação Cultural Palmares, órgão
do Ministério da Cultura, aponta a existência de 1.209 comunidades
remanescente de quilombos certificadas e 143 áreas com terras já
tituladas. Existem comunidades remanescentes de quilombos em quase todos
os estados, exceto no Acre, Roraima e no Distrito Federal. Os que possuem
o maior número de comunidades remanescentes de quilombos são
Bahia (229), Maranhão (112), Minas Gerais (89) e Pará (81).
Estudos realizados sobre a situação dessas localidades,
demonstram que as unidades educacionais estão longe das residências
dos alunos e as condições de estrutura são precárias,
geralmente construídas de palha ou de pau-a-pique; poucas possuem
água potável e as instalações sanitárias
são inadequadas.
A maioria dos professores não é capacitada adequadamente,
e o numero é insuficiente para atender a demanda. Em muitos casos,
uma professora ministra aulas para turmas multisseriadas. Poucas comunidades
tem unidade educacional com o ensino fundamental completo.
Tendo em vista que, o Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE) busca ampliar e melhorar a oferta de educação básica;
o MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização
e Diversidade (Secad) oferece apoio técnico e financeiro aos municípios
que possuem áreas de remanescentes de quilombos. A meta é
que até 2010:
- 950 salas de aula sejam construídas e equipadas em comunidades
remanescente de quilombos,
- 280 mil exemplares de material didático retratando a história
e a cultura das comunidades sejam produzidos e distribuídos, conforme
o art.26 da Lei 9394/96,
- 5.400 professores que atuam na educação básica
nessas comunidades recebam uma formação continuada.
Fonte: Ministério da Educação
– MEC
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