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HISTÓRIA DO LIVRO DIDÁTICO
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Livros
distribuidos pelo MEC |
No dia 27 de fevereiro, o Brasil comemora o Dia
Nacional do Livro Didático, são 75 anos de história
e um conjunto de ações que levaram ao atual Programa Nacional
do Livro Didático do Ministério da Educação
(PNLD/MEC).
Essa história começa em 1929, com a criação
do Instituto Nacional do Livro (INL) que, a principio, não saiu
do papel. Só com a nomeação de Gustavo Capanema
para Ministro da Educação em 1934, no governo do presidente
Getúlio Vargas, o Instituto Nacional do Livro começou
a executar suas primeiras atribuições como: a expansão
do número de bibliotecas públicas, a elaboração
de uma enciclopédia nacional, a edição de obras
literárias para a formação cultural da população
e um dicionário nacional. Só em 1938, o livro didático
passou a figurar na pauta do governo federal com o Decreto-Lei nº
1.006/38 de 30/12/1938, que instituiu a Comissão Nacional do
Livro Didático para tratar da produção, do controle
e da circulação dos livros didáticos. De 1934 a
1945, só o Decreto-Lei nº 8.460 de 26/12/45, o Estado consolida
a legislação sobre as condições de produção,
importação e utilização do livro didático,
limitando ao professor a escolha do livro a ser utilizado pelos alunos,
conforme definido no art. 5º. O número de bibliotecas cresceu
em função do acervo de livros fornecido pelo Governo,
11 anos de espera.
Em 1966, o Ministério da Educação e a Agência
Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional fazem um acordo
que permite a criação da Comissão do Livro Técnico
e Livro Didático. O acordo garantiu ao MEC recursos no período
de três anos para a distribuição gratuita de 51
milhões de livros. Em 1970, através da Portaria nº
35, de 11/3/1970, o MEC implementa o sistema de co-edição
de livros com as editoras nacionais, com recursos do Instituto Nacional
do Livro. Já em 1971, o referido Instituto passou a desenvolver
o Programa do Livro Didático para o Ensino Fundamental –
Plidef. Através do Decreto nº 77.107, de 04 de fevereiro
de 1976, o governo assume a compra de boa parcela dos livros para distribuí-los
à parte das escolas e das unidades federadas. Com a extinção
do INL, a FENAME - Fundação Nacional do Material Escolar
– torna-se responsável pela execução do programa
do livro didático. Os recursos provêm do FNDE- Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação e das contribuições
das contrapartidas mínimas estabelecidas para participação
das Unidades da Federação. Devido à insuficiência
de recursos para atender todos os alunos do ensino fundamental da rede
pública, a grande maioria das escolas municipais é excluída
do programa.
Só em 1996, sessenta e sete anos após a criação
do Instituto, com a extinção do FAE – Fundo de Assistência
ao Estudante e a transferência das suas ações em
1997, para o FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
é que começaram a produção e distribuição
dos livros de forma contínua e dinâmica. A partir daí,
todos os estudantes do ensino fundamental passaram a receber livros
didáticos de todas as disciplinas. A distribuição
de dicionários de Língua Portuguesa para os alunos de
1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental só começou
em 2001, assim como os livros em braile para os alunos cegos. Em 2003,
os dicionários passaram a ser entregues aos alunos da 1ª,
7ª e 8ª séries. Em 2004, o Ministério da Educação
criou o Programa Nacional do Livro para o Ensino Médio (PNLEM),
passando a distribuir livros de Matemática e de Português
aos alunos matriculados na 1ª série do Ensino Médio
das escolas públicas.
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