História da Educação na Bahia.

EDUCAÇÃO EM DESTAQUE

DILZA  MARIA ANDRADE ATTA

No momento em que a professora Dilza Maria Andrade Atta recebe o reconhecimento formal pelo seu trabalho docente, podemos melhor seguir a sua trajetória, pois o desenho do caminho só pode ser percebido depois de percorridas as etapas. Acrescenta Isaías: "é nos caminhos de outrora que seremos salvos".

Nessa caminhada, há momentos, instantes decisivos como os concursos, participações em conselhos e comissões, disciplinas ministradas, pesquisas realizadas, seqüências de colégios e escolas, de professores e mestres, alunos e colaboradores, verdadeiras balizas
fincadas ao longo da estrada percorrida. Assim, na vida docente da colega, acredito que existam dois períodos distintos, contíguos e cumulativos.

O primeiro da formatura em Línguas Neo-Latinas, em 1952, seguido do ensino no secundário até 1969; e o segundo, de 1970 a 1990, na Faculdade de Educação da UFBA, onde Dilza contribuiu com duas décadas de magistério.

Formação em Língua Vernácula e magistério secundário

Nascida em Itaquara, com quatro anos veio para Salvador, mais precisamente para Itapagipe. A Ribeira foi o seu espaço urbano por excelência. Estudou em escola multisseriada, concluiu o normal no Colégio Santa Bernadete e ensinou um ano como professora primária.

Nesse estabelecimento de ensino, onde hoje funciona o Colégio Costa e Silva, fator decisivo na sua formação foi o contato com o médico, professor e líder comunitário, Luiz Rogério de Souza. Por mais de; cinco anos sucessivamente com ele estudou Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Ciências, Puericultura. Luiz Rogério foi o seu mestre e a ele continuará ligada do Colégio Santa Bernadete ao Departamento da Faculdade de Educação e Conselho Estadual de Educação, de aluna a colega de magistério.

Formada no antigo esquema 3+1, três anos de disciplinas de conteúdo lingüístico e um de formação pedagógica, de 1949 a 1952, logo passou a ensinar Português. A descoberta mais significativa, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Bahia, foi a biblioteca.

Desde muito cedo, o presente predileto dos seus pais foram livros. O pai árabe, falando mais a sua língua materna do que o vernáculo, abriu a cabeça da filha para o mundo dos livros. É surpreendente como um imigrante que chega ao país precisando lutar pela sobrevivência e uma nascida na roça tenham tal atitude para com os livros! Por seu turno, a antiga Faculdade de Filosofia, na diversidade dos seus cursos e matérias, possibilitou o contato com outras áreas do conhecimento peia convivência com colegas de História, Geografia, Ciências Naturais e Jornalismo, curso novo que se iniciava.

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DILZA ATTA

 

EDUCADORA

Autor: Edivaldo Boaventura