Nascida em Cachoeira, no dia 06 de maio de
1914, foi casada, sempre dedicou boa parte de sua energia
para sua vida profissional, sem nunca deixar de lado a educação
das duas filhas. Foi avó de seis netos e bisavó
três vezes. Com suas próprias palavras, em entrevista
ao Jornal A Tarde, Caderno Mulher, (1991), declarou:
Como mulher, desempenhei o papel que a natureza me confiou,
sendo mãe e educadora no próprio lar. Três
anos depois de formada casei-me e por felicidade tive duas
filhas: Olguinha e Carmem Maria. Eram crianças carinhosas,sadias
e tornaram nossa vida mais feliz. Perdi cedo meu esposo, mas
conduzi minhas filhas com muito amor e carinho aliados a uma
educação integral. Ambas cursaram faculdade
e me ajudaram muito no Colégio e na Faculdade de Educação.
Estão casadas e já me deram 4 netos. Dou grande
valor ao lar. Sem sustentar bandeiras ideológicas e
feministas, e serena em suas colocações, entendia
que as mulheres, imbuídas na luta pela emancipação
social, não devem jamais se esquecer de um dom natural:
a feminilidade. (Revista Panorama, 1987). Ela viveu uma vida
dedicada à informação e à formação.
Presenciou momentos históricos importantes e, ora consciente
ora intuitivamente, soube aproveitá-los para acelerar
transformações que julgava necessárias
ao crescimento da Educação no País. “Cada
amigo, cada aluno, cada professor, cada funcionário
que leva seu nome em sua formação, carrega consigo
um pouco do seu legado”. (Marcelo Rocha – Diretor
Geral das Faculdades Integradas Olga Mettig, em depoimento
à revista Memória de Olga Pereira Mettig, 2004).A
educadora contava que descobriu sua vocação
aos 8 anos. “Segui carreira de professora por vocação.
Aos sete anos resolvi ser mestra e não houve obstáculos
que me fizessem desistir de meu propósito”. (Jornal
Bahia Bella, 1967). Quando terminou o primário, ingressou
no primário, fundado pelo professor Anísio Teixeira.
Em 1933 veio para Salvador e realizou, oficialmente, seu sonho
com a diplomação em professora primária
pela Escola Normal da Bahia. “Quando me diplomei, comecei
a lecionar, fazendo concurso para o magistério público.
Fui logo designada para dirigir uma escola estadual, depois
outra, e mais tarde, submeti-me a concurso para inspetora
de ensino.” (Jornal Bahia Bella, 1967). Seu primeiro
trabalho foi no colégio Luiz Tarquínio, em seguida
foi para a escola do bairro Largo do Tanque, mas não
ficou muito tempo nesses lugares. Logo depois, fez concurso
para o estado e foi aprovada, nomeada e mandada para a Escola
Joana Angélica. Naquela época, Dr. Isaías
Alves, ao assumir a Secretaria de Educação do
Estado da Bahia, investiu em mudanças no contexto educacional
local, que só contratava para diretora escolar pessoas
mais velhas, convidando profª Olga Mettig para assumir
o cargo de diretora do segundo turno daquela unidade escolar.
Profª Olga sempre teve vontade de organizar uma escola
a qual pudesse emprestar sua própria orientação
e, assim, depois de concluir o curso de licenciatura em Pedagogia
pela Faculdade de Filosofia da Bahia, fundou no ano de 1948
a escola Nossa Senhora do Carmo, que funcionou no bairro da
Mouraria em Salvador. No início era a única
professora da escola e suas filhas as únicas alunas.
Depois, foram chegando outras crianças, outras professoras
e, em 1951 fundou o ginásio Nossa Senhora do Carmo,
em 1955 o curso Normal e a Faculdade de Educação
da Bahia. “Auxiliada por Deus, a quem devo sempre inspiração
e graças, com a colaboração de professores,
pessoal técnico e administrativo, tenho conseguido
realizar um proveitoso trabalho”. (Jornal Bahia Bella,
1967).
Autor: Fernando Paixão