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Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/

 

OLGA METTIG

Nascida em Cachoeira, no dia 06 de maio de 1914, foi casada, sempre dedicou boa parte de sua energia para sua vida profissional, sem nunca deixar de lado a educação das duas filhas. Foi avó de seis netos e bisavó três vezes. Com suas próprias palavras, em entrevista ao Jornal A Tarde, Caderno Mulher, (1991), declarou:
Como mulher, desempenhei o papel que a natureza me confiou, sendo mãe e educadora no próprio lar. Três anos depois de formada casei-me e por felicidade tive duas filhas: Olguinha e Carmem Maria. Eram crianças carinhosas,sadias e tornaram nossa vida mais feliz. Perdi cedo meu esposo, mas conduzi minhas filhas com muito amor e carinho aliados a uma educação integral. Ambas cursaram faculdade e me ajudaram muito no Colégio e na Faculdade de Educação. Estão casadas e já me deram 4 netos. Dou grande valor ao lar. Sem sustentar bandeiras ideológicas e feministas, e serena em suas colocações, entendia que as mulheres, imbuídas na luta pela emancipação social, não devem jamais se esquecer de um dom natural: a feminilidade. (Revista Panorama, 1987). Ela viveu uma vida dedicada à informação e à formação. Presenciou momentos históricos importantes e, ora consciente ora intuitivamente, soube aproveitá-los para acelerar transformações que julgava necessárias ao crescimento da Educação no País. “Cada amigo, cada aluno, cada professor, cada funcionário que leva seu nome em sua formação, carrega consigo um pouco do seu legado”. (Marcelo Rocha – Diretor Geral das Faculdades Integradas Olga Mettig, em depoimento à revista Memória de Olga Pereira Mettig, 2004).A educadora contava que descobriu sua vocação aos 8 anos. “Segui carreira de professora por vocação. Aos sete anos resolvi ser mestra e não houve obstáculos que me fizessem desistir de meu propósito”. (Jornal Bahia Bella, 1967). Quando terminou o primário, ingressou no primário, fundado pelo professor Anísio Teixeira. Em 1933 veio para Salvador e realizou, oficialmente, seu sonho com a diplomação em professora primária pela Escola Normal da Bahia. “Quando me diplomei, comecei a lecionar, fazendo concurso para o magistério público. Fui logo designada para dirigir uma escola estadual, depois outra, e mais tarde, submeti-me a concurso para inspetora de ensino.” (Jornal Bahia Bella, 1967). Seu primeiro trabalho foi no colégio Luiz Tarquínio, em seguida foi para a escola do bairro Largo do Tanque, mas não ficou muito tempo nesses lugares. Logo depois, fez concurso para o estado e foi aprovada, nomeada e mandada para a Escola Joana Angélica. Naquela época, Dr. Isaías Alves, ao assumir a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, investiu em mudanças no contexto educacional local, que só contratava para diretora escolar pessoas mais velhas, convidando profª Olga Mettig para assumir o cargo de diretora do segundo turno daquela unidade escolar. Profª Olga sempre teve vontade de organizar uma escola a qual pudesse emprestar sua própria orientação e, assim, depois de concluir o curso de licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia da Bahia, fundou no ano de 1948 a escola Nossa Senhora do Carmo, que funcionou no bairro da Mouraria em Salvador. No início era a única professora da escola e suas filhas as únicas alunas. Depois, foram chegando outras crianças, outras professoras e, em 1951 fundou o ginásio Nossa Senhora do Carmo, em 1955 o curso Normal e a Faculdade de Educação da Bahia. “Auxiliada por Deus, a quem devo sempre inspiração e graças, com a colaboração de professores, pessoal técnico e administrativo, tenho conseguido realizar um proveitoso trabalho”. (Jornal Bahia Bella, 1967).

Autor: Fernando Paixão

Ultima atualização

01- 03-2010

E-mail: fernando.paixao@educacaoemdestaque.com
28-02-2010 12:03