Nasceu na cidade de São Gonçalo
dos Campos, em 13 de março de 1870. Filho de Teófilo
Borges Falcão e Maria Carolina Borges Falcão,
Bacharelou-se na Faculdade de Direito de Recife, no ano de 1891,
dando início a uma longa carreira profissional, ocupando
os cargos de Promotor Público das Comarcas de Caetité,
Serrinha e Feira de Santana; Diretor das Rendas do Estado da
Bahia (1897- 1928), Secretário Geral do Estado (jan.-mar.
1912) no Governo Bráulio Xavier; Diretor da Receita Pública
do Estado (1928-1934) e Conselheiro do Tribunal de Contas de
1934 a 1937, ano em que se aposentou. Exerceu ainda o cargo
de Comissário de Polícia de Salvador, no Governo
Luis Viana (1896-1900). Desempenhou várias missões,
destacando-se a de representante do Estado da Bahia no Convênio
do Café, celebrado em São Paulo, no ano de 1927.
Foi Presidente da Comissão Especial criada no Governo
Artur Neiva (decreto no 7310, de 19 de março de 1931)
para estudar o sistema tributário da Bahia. Além
de artigos publicados sob o pseudônimo de Civis e Thiers
no jornal A Tarde, deixou vários trabalhos, dentre os
quais se destaca: Atividade Comercial da Bahia da Colônia
aos nossos dias, in Diário Oficial do Estado da Bahia,
Ed. Especial do Centenário, 1923, publicação
fac-simile, Fundação Pedro Calmon, 2004. Esteve
à frente da Secretaria da Fazenda por três vezes:
no Governo Luis Viana (3 set. 1899 a 28 mai. 1900), no Governo
Góes Calmon (29 mar. 1924 a 29 mar. 1928), no Governo
Juracy Magalhães (28 jun. 1932 a 12 dez. 1934). Faleceu
em Salvador, a 11 de maio de 1941.
O seu Inspetor Geral de Ensino responsável
pela pasta da Instrução Pública,no período
de 1912 a 1912 foi Otaviano Moniz Barreto.
Autor: Fernando Paixão