Nasceu em 1870 na cidade de Salvador –
Bahia.Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1887, concluiu
o seu curso em medicina em 1891, médico dedicado ao magistério,
grande expressão da história da medicina baiana
e professor catedrático de Patologia Geral. Publicou
no ano de 1891 o trabalho intitulado Etiologia e Patogenia da
supuração, dando início a uma brilhante
carreira profissional de médico e pesquisador na medicina
experimental. Foi professor das cadeiras de Fisiologia, Anatomia
e Fisiologia Patológica e assumiu como professor da cátedra
de Patologia Geral, na Faculdade de Medicina da Bahia (1895)
após a apresentação da tese de concurso
intitulada Da Imunidade Mórbida, um estudo geral. A partir
de então voltou-se para estudos no campo da microbiologia
e tornou-se um dos maiores expoentes da medicina baseada no
conhecimento etiológico de suporte experimental. Foi
nomeado pelo Governo Estadual para montar (1899) e dirigir o
Gabinete de Análises e Pesquisas Bacteriológicas
da Bahia, responsável pela verificação
de óbitos e controle das doenças infecto-contagiosas
de caráter epidêmico. No cargo publicou vários
estudos e observações sobre a peste bubônica
e a tuberculose, tais como, Considerações sobre
a peste bubônica (1899). Ocupou a Secretaria do Interior,
Justiça e Instrução Pública (1916),
no governo de Antonio Ferrão Moniz de Aragão (1916-1920),
tendo cuidado, com especial carinho do Hospital Juliano Moreira
e da Biblioteca Pública. Entretanto, foi neste período
que por questões políticas, negou a evidente irrupção
da epidemia de gripe espanhola na capital baiana. Possuiu uma
das maiores e mais selecionadas bibliotecas da Bahia. Pertenceu
a diversas instituições de cultura e de ciência
do país. Escreveu a Memória Histórica da
Faculdade de Medicina da Bahia relativa ao ano de 1924 (1924),
última edição (1940) das memórias
históricas, instituídas pela Reforma (1854), escritas
anualmente com o objetivo de narrar os acontecimentos do ano
e informar sobre o desenvolvimento das doutrinas nos cursos
públicos e particulares, inclusive a precariedade do
ensino médico na Bahia foi bastante frisada nessas memórias,
inclusive queixas da falta de apoio e de verbas necessárias
por parte do governo desde sua primeira edição.
Estas memórias históricas foram escritas anualmente
(1854-1915), havendo uma interrupção (1916-1923),
sendo a seguir publicada a última edição.
Mais tarde, pelo decreto-lei nº 1.511 (16/08/1939), foi
criado o periódico Anais da Faculdade de Medicina da
Bahia. Faleceu em 1926.
O seu Inspetor Geral de Ensino
responsável pela pasta da Instrução Pública,no
período de 1916 a 1916 foi Otaviano Moniz Barreto.
Autor: Fernando Paixão